Protocolo - entrega de material zoológico

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Protocolo para entrega de material biológico para termo de anuência_Mastozoolofia-Herpetologia-MHNUFAL_2025-2.pdf
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                    PROTOCOLO PARA PREPARAÇÃO E ENTREGA DE MATERIAL
MASTOZOOLÓGICO E HERPETOLÓGICO A SEREM ENTREGUES VIA
TERMO DE ANUÊNCIA
Não será aceite material sem condições de identificação taxonômica e sem etiqueta
de individualização.
Não será aceite material sem planilha com as seguintes informações mínimas:
identificação taxonômica (pelo menos família e espécie), nome comum, sexo,
localidade de coleta com georreferenciamento, município, unidade da federação, data de
coleta, nome do coletor, número de campo, medidas em milímetros (pelo menos,
cabeça, corpo, cauda, pé com e sem unha, orelha e, no caso de morcegos, antebraço),
peso em gramas, método de conservação (pele, crânio, esqueleto ou meio fluido) e
indicação se o espécime teve tecido extraído para estudos moleculares.
- Coleta de tecido (masto e herpeto): deve preceder a taxidermia e preparação em via
úmida. Amostras de tecidos (fígado - ou músculo como segunda opção) de cada
exemplar devem ser preservadas em álcool absoluto (superior a 95%) em criotubos
identificados pelo código de coleta/número de campo do exemplar, tanto no exterior do
tubo quanto em papel vegetal no interior do tubo.
- Preservação em via úmida (masto e herpeto): Material em meio líquido, fixado em
formol 10% (injetar nos músculos e cavidades, usar quantidade suficiente de formol
para evitar que os indivíduos fixados fiquem moles). Os indivíduos precisam ser fixados
com a boca aberta, para observação da dentição e outras estruturas diagnósticas. Antes
de serem entregues, os espécimes devem ser lavados em água corrente para retirada do
formol superficial e acondicionados em potes de vidros com álcool 70% (com espaço
suficiente para não deformar o espécime) a serem adquiridos e fornecidos pelo
interessado. Outra opção é fornecer ao MHN-UFAL álcool e vidraria para esta última
etapa.
- Preservação em via seca (masto): o material precisa ser taxidermizado (pele fechada
para mamíferos de pequeno porte e aberta para médio e grande porte). O crânio precisa
vir preparado/limpo e as carcaças devem vir fixadas em álcool >80% e acondicionadas
em bombonas ou potes de vidro com espaço suficiente para não deformar o espécime. É
importante que a taxidermia seja realizada por um profissional capacitado. Caso não
seja possível, fornecer ao museu material para realização da taxidermia.
Obs. 1: Caso não seja possível a preparação em campo, solicitamos que o material,
mesmo inteiro, seja entregue em álcool >80% (injetado nos músculos e cavidades, além
de meio de imersão), armazenado em bombonas. Também é necessário fornecer os
insumos para posterior taxidermia ou preparação em via úmida.

Obs. 2: Pedimos especial atenção à identificação do material. Todo indivíduo
coletado deve possuir uma etiqueta de campo que o identifique, a qual deve ser
legível, confeccionada e amarrada ao espécime com materiais de boa durabilidade
(resistente a álcool e formol). Não utilizar caneta esferográfica ou outra que
dissolva em álcool. Sugerimos o uso de canetas tipo nanquim.
Protocolo elaborado por Ludmilla da Costa-Pinto e Selma Torquato em 2025.